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Cuiabá , 05 de Setembro de 2010  
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Notícias
 23/02/2010 - PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA BOA MORTE

 



PATRIMÔNIO

Cerimônia marca entrega da Paróquia Nossa Senhora da Boa Morte após obras

 
Por CHRISTIAN MACIEL

   A Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso convida para a cerimônia de entrega das obras de conservação da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, em Cuiabá-MT no dia 25 de fevereiro ás 07 horas. A igreja está localizada na Rua Cândido Mariano na Praça Antônio Corrêa da Costa, Centro Histórico. 

 História

   Construída por volta de 1810 por uma irmandade (associações religiosas no Brasil Colônia e Império) de pardos do mesmo nome. Possuía uma torre na lateral esquerda, que desabou após uma tempestade, no final do século XIX. Sofreu uma série de reformas no século XX, mas mantém suas características principais preservadas.

Fonte: http://www.cultura.mt.gov.br

 
 11/02/2010 - EXPOSIÇÃO REVIVE OS ANTIGOS CARNAVAIS

 



   A exposição Poesia de Carnaval, idealizada por Antônio Sodré, pretende chamar a atenção das pessoas com relação às características poéticas das canções de carnaval, as conhecidas marchinhas carnavalescas. Aberta para visitação até o dia 26 de fevereiro, no Museu Histórico de Mato Grosso, a mostra conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura.

   A mostra está dividida em dois blocos, que irá destacar o carnaval cuiabano e também de todo o país, especialmente o carioca. Em Cuiabá, a mostra vai abordar as marchinhas compostas no período entre 1920 e 1960, com destaque a uma composição de Vevé, protestando contra a demolição da antiga Matriz, intitulada “Adeus, Catedral”. Outro destaque fica por conta de Chiquinha Gonzaga com o clássico “O abre alas, que eu quero passar”.

   A exposição aborda simultaneamente a poesia contida nas marchinhas carnavalescas e fotografias que registram os carnavais de outrora. De acordo com Sodré “a fusão da música com o texto poético se faz naturalmente. A música é a magia do som. A letra da música, sem o seu arranjo, é um poema”.

   A seleção das fotografias ficou por conta de Aníbal Alencastro e a formatação gráfica foi feita por Andrés Leal.

SERVIÇO:

Exposição: Poesia de Carnaval

Local: Museu Histórico de Mato Grosso

Data: até 26 de fevereiro

Hora de visitação: 08 às 18 horas

Por ARIANE LAURA

Fonte: www.cultura.mt.gov.br

 
 05/02/2010 - PRÊMIO CULTURAS POPULARES

 



   SID MinC divulga lista de selecionados no Prêmio Culturas Populares 2009  

   O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID/MinC), publicou nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, no Diário Oficial da União (Seção 3 págs. 10 a 13), o Edital de Resultados nº 2, de 02 de fevereiro de 2010, com a lista dos selecionados no Prêmio Culturas Populares 2009 - Edição Mestra Dona Isabel. Em Mato Grosso, somente dois foram reconhecidos, são eles: Seo Caetano dos Santos, artesão de viola de cocho do bairro Dom Aquino, em Cuiabá, e o grupo de siriri Passos Miudinhos de Várzea Grande. Cada um receberá R$ 10 mil.

   Ao todo foram 195 representantes das culturas populares, entre mestres e grupos formais e informais premiados no Brasil. O Prêmio, que tem investimentos de cerca de R$ 2 milhões do Ministério da Cultura, contemplou principalmente a região Nordeste, que levou metade dos prêmios, seguida pela Sudeste. Já no Centro Oeste, poucos mestre e grupos foram agraciados.

   Foram mais de 2.830 iniciativas inscritas, das quais 2.308 foram habilitadas. As iniciativas vieram de todo o país, com a seguinte distribuição: 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Em relação à categoria, 1.159 projetos foram de mestres; 872 de integrantes de grupos/comunidades informais e 277 de integrantes de grupos/comunidades formais.

   Os premiados foram escolhidos por uma Comissão de Seleção, composta por 32 membros e formada por artistas, pesquisadores, técnicos e/ou dirigentes do Sistema MinC, que esteve reunida entre os dias 1º e 5 de dezembro, em Brasília. A Comissão avaliou, individualmente, todas as propostas apresentadas pelos candidatos habilitados no concurso, utilizando critérios de pontuação e avaliação de quesitos de acordo com cada categoria. Cada proposta foi avaliada por, no mínimo, dois membros da Comissão.

   Os 195 prêmios, de R$ 10 mil cada, foram distribuídos entre 60 mestres e 135 integrantes de grupos/comunidades formais e informais. A lista dos premiados foi elaborada seguindo a ordem decrescente da nota final obtida pelo candidato em cada categoria. A nota final é resultante da soma da pontuação atribuída de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do município no qual a atividade foi desenvolvida, e das notas obtidas na avaliação dos quesitos.

   Para conferir o edital com o resultado final, a lista dos habilitados e selecionados e o formulário de recursos clique aqui http://www.cultura.mt.gov.br/TNX/conteudo.php?cid=3293&sid=54.

 

INDIGNAÇÃO

   O resultado do Prêmio Mestre Culturas Populares/2009 foi mais uma vez a prova do total desequilíbrio da distribuição dos recursos do Ministério da Cultura para o país. Os Estados da Bahia e Minas Gerais têm o maior número de inscrito, mas possuem representações do MinC e vários membros na Comissão de Avaliação e Seleção.

   A Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso já manifestou sua indignação junto ao Ministério da Cultura e reforçou o convite para que seja instalado o escritório de representação do Centro-Oeste do MinC em Mato Grosso, bem como que as equipes federais olhem mais para o Cerrado, o Pantanal e a Amazônia Brasileira e conheçam a diversidade das manifestações como em MT, o Festival de Cururu e Siriri, a Cavalhada Pantaneira, as Congadas de Livramento e Vila Bela e as Folias do Sudoeste e Araguaia, entre outras.

Por ARIANE LAURA / ANA MOREIRA / SID-Minc

 
 03/02/2010 - PRORROGADO PRAZO PARA INSCRIÇÕES DAS OFICINAS MUSEOLÓGICAS

 



   A Secretaria de Estado de Cultura (SEC), através do Sistema Estadual de Museus (SEM), informa que o prazo para os municípios que tiverem interesse nas oficinas com temas ligados a museus se estendeu para o dia 15 de fevereiro.

   Na inscrição os interessados devem justificar a necessidade de receber uma das oficinas e a seleção será feita pelo Sistema Estadual de Museus (SEM) e Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que julgará o maior número de solicitações. 

   Os interessados em participar da ação devem enviar a solicitação do município para o e-mail sem_mt@hotmail.com ou fax (65) 3613-0208 (A/C Silvania), esclarecendo a necessidade de ter a oficina em seu município ou instituição museológica.

   Essa atividade é fruto da parceria entre o Sistema Estadual de Museus (SEM) e com o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

   Confira as temáticas das oficinas:

-Elaboração de Projetos e Fomento para a área museológica;

- Gestão e Documentação de Acervos;

- Plano Museólogico: Implantação, Gestão e Organização dos Museus;

- Museu, Memória e Cidadania;

- Arquitetura de Museus;

- Ação Educativa em Museus;

- Conservação de Acervos;

- Treinamento de Equipes Admibnistrativas e de Apoio;

- Expogradia;

- Implantação de Sistemas de Museus;

- Museu e Turismo;

- Segurança em Museus;

- Museus e Internet.

Para mais informações entrar em contato com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) pelo telefone (65) 3613-0219.

Por ARIANE LAURA

 
 02/02/2010 - BENEDITO NUNES ENSINA A TRANSFORMAR LIXO EM ARTE

 



     O Ateliê Livre da SEC realiza mais uma oficina neste inicio de ano. Trata-se da oficina “Esculturas e Objetos: O metal-lata como elemento e suporte na construção de esculturas e objetos.” A oficina será ministrada pelo artista plástico Benedito Nunes de 25 de janeiro a 19 de fevereiro das 15 às 17horas. 

   O objetivo da oficina é estimular e sensibilizar a sociedade para a utilização de materiais recicláveis na produção de arte, pois a poluição é um dos maiores problemas do meio ambiente e a reciclagem é uma forma de diminuir o impacto na natureza.

   As fichas de inscrições estão disponíveis nas portarias da Biblioteca Pública Estevão de Mendonça e da Secreteraria de Estado de Cultura.

Informações: 3613-0222 e 3613-9235

Fonte:Secretaria de Estado de Cultura

 
 01/02/2010 - PROJETO GOL!

 



   As artes plásticas com sua força vanguardista mobiliza os 10 mais representativos artistas da capital num movimento coletivo para repintar a cidade com os motivos do futebol, anunciando à população a chegada da Copa do Mundo 2014. O projeto Gol! Pintou a Copa em Cuiabá será executado de 28 de janeiro a 15 de fevereiro, nesta primeira etapa no Muro de Arrimo da Miguel Sutil e os viadutos da capital.

   Adir Sodré,  Gervane de Paula,  Benedito Nunes,  Jonas Barros, Regina Pena,  Carlos Lopes, Sebastião Silva, Aleixo Cortês, Sito e Júlio César são os artistas que irão participar da pintura nas vias publicas da capital.

   O projeto Gol! Pintou a Copa em Cuiabá está sendo coordenado pela produtora cultural Magna Domingos da Dom Produções e tem o patrocínio da Prefeitura Municipal de Cuiabá por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Urbanismo – SMTU.

   Os artistas irão repintar o projeto Van Gogh que já faz parte do cenário urbano da capital desde 1989, passando por diversas reformas, e a cada momento de repintar o projeto retoma sua importante força de mobilização dos artistas, contribuindo de forma significativa para o vigor das artes visuais no Estado. Em 2010 o mural traz o tema da Copa Pantanal. Uma forma de utilizar a arte para convidar a sociedade mato-grossense para esta grande oportunidade que será a Copa do Mundo 2014, tendo Cuiabá como sub-sede da Copa do mundo.

   Além do muro de arrimo da Miguel Sutil, também será reformado por este convênio com o SMTU os viadutos da Miguel Sutil (Rodoviária), que tem obras de Benedito Nunes e Gervane de Paula, Av. Rubens de Mendonça  com obras dos artistas Sebastião Silva e Gervane de Paula e Av. Fernando Correa com Adir Sodré.

   Para o curador do projeto Gervane de Paula, o projeto tem uma grande importância neste momento, no sentido de convidar a população a entrar no ritmo da Copa, no sentido de perceber as oportunidades e ter uma mobilização coletiva para contribuir no desenvolvimento de Cuiabá e conseqüentemente do Estado. É preciso mexer novamente com o imaginário coletivo, de alguma forma os ânimos da população deram uma esfriada e o descrédito da população seria um ponto muito negativo a este grande projeto. Acreditamos que por meio das manifestações artísticas isso seria mais fácil de trabalhar, mas, obviamente aliada a políticas e investimentos em infra-estrutura e equipamentos em todos os setores.

   O projeto Gol! Pintou a Copa em Cuiabá começa a ser realizado no dia 28 de janeiro com previsão para ser concluído essas duas primeiras etapas de Muro de Arrimo e Viadutos até o dia 15 de janeiro. A população terá oportunidade de presenciar a execução dos trabalhos dos artistas nas vias publicas da capital.

Fonte: site www.copanopantanal.com.br

 
 01/02/2010 - Livros gratuitos na internet exigem revisão

 



A primeira página indica que o livro foi impresso em 1865. Trata-se de uma edição de luxo de "El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha". É pouco provável que seus editores imaginassem que, quase 150 anos depois, qualquer leitor, em qualquer parte do mundo, poderia ter uma cópia dele.

Basta ter acesso ao portal Google Livros (http://books.google.com.br), salvá-lo no computador e imprimir suas 566 páginas.

O documento eletrônico não economiza em detalhes. Inclui as capas, as 30 gravuras que ilustram a obra, o brasão da edição original de 1605 e até o selo da Biblioteca da Universidade Complutense de Madri, lugar onde permaneceu durante todos esses anos e a primeira biblioteca não anglo-saxã que a fechar um acordo com o Google para digitalizar seu acervo.

A obra é uma dentre milhões que estão disponíveis no portal. Sua antiguidade a transforma em domínio público, isto é, não exige o pagamento de direitos autorais. E ilustra "a grande ideia" de Sergey Brin e Larry Page, cofundadores do Google: "que as pessoas de todo o mundo possam buscar qualquer livro entre todos os livros do mundo". O site de buscas indica, em uma entrada do blog do Google Books, que Brin e Page "nunca teriam imaginado que um dia iniciariam um projeto que possibilitasse isso". O entusiasmo de seus criadores os levou a comparar o projeto à antiga biblioteca de Alexandria ou a biblioteca de Babel sonhada pelo escritor Jorge Luis Borges. Mas a polêmica causada pela ideia é menos romântica.

Não são livros como "Dom Quixote" que concentram o problema. O centro da polêmica se resume em uma palavra: "copyright". As bibliotecas não são as únicas proprietárias dos títulos, e os direitos sobre as obras que não são de domínio público e estão protegidas por leis de direitos autorais - diferentes em cada país do mundo - se transformaram no centro da polêmica. A coleção que o Google compilou entre as 20 bibliotecas que aderiram ao projeto até o momento (duas delas espanholas: além da Complutense, está disponível o catálogo da Biblioteca da Catalunha) inclui um amplo número de edições publicadas antes de 1923. "Estamos literalmente abrindo nossa biblioteca para o mundo. As oportunidades educacionais são excelentes e estamos encantados em colaborar com o Google neste projeto", aponta o reitor da universidade madrilenha, Carlos Berzosa, no blog do Google Books.

Os livros publicados depois dessa data estão disponíveis para o usuário, mas não é possível ver o livro inteiro. Por exemplo, uma busca sobre "O Grande Gatsby" só trará cópias com "visão restrita": isto é, o leitor verá apenas algumas páginas e não poderá dispor de uma cópia completa. Nesses casos, o Google recomenda diversas livrarias online para se obter um exemplar da obra de F. Scott Fitzgerald. Foi exatamente no caso desse tipo de livros que as associações de editores e autores dos EUA iniciaram o protesto. Um acordo de € 90 milhões, fechado em outubro de 2008, pôs fim a uma disputa aberta em um tribunal americano contra o gigante da web. Se o Google oferece acesso livre aos usuários e os editores e autores obtêm ganhos, qual é o problema?

Além dos livros de domínio público e dos protegidos pelas leis de direitos autorais, existem os chamados "livros obscuros", como os define o jornalista e escritor Farhad Manjoo. "Digamos que você faz uma pesquisa e navega pelo Google Box, encontra no catálogo da Universidade de Michigan um livro sobre um autor do qual nunca ouviu falar, publicado por uma editora que não existe mais, mas que é o mais adequado ao que você estava procurando. O livro é protegido por direitos autorais, mas não está disponível nas bibliotecas. O Google Books seria a única janela para obtê-lo."

E onde iriam parar esses ganhos? O Google previu a criação de um registro de livros (Book Right Registry em inglês), que funcionará como uma organização sem fins lucrativos e que distribuirá 63% dos ganhos entre os autores e editores dos livros de edição esgotada. A maneira como se distribuirá o dinheiro, entretanto, ainda não foi detalhada. Além disso, se os autores desconhecerem que suas obras estão disponíveis na rede ou não desejarem se inscrever no registro, automaticamente estarão fora de qualquer ganho. O acordo também não prevê o caso de autores que desejem que suas obras sejam gratuitas. Os críticos, além disso, apontam que a empresa obteria o controle da indústria dos conteúdos digitalizados. O Google alega que seu objetivo é tornar mais acessível a informação para o usuário; de forma que se um internauta desejar encontrar uma frase em qualquer livro do mundo possa fazê-lo em poucos segundos. "Se o conteúdo inteiro de qualquer site está disponível através de seus mecanismos de busca - sem pagar um centavo pelo uso dessa informação -, por que não fazer o mesmo com os livros?", explica Manjoo.

Luis Collado, responsável pela máquina de buscas de livros do Google na Espanha e em Portugal, explica que a capacidade do mecanismo de busca oferece uma oportunidade "inédita" ao usuário para explorar os livros. "O leitor pode encontrar uma frase entre centenas de páginas. É uma potência de busca nunca vista", afirma.

Eric Schmidt, cofundador do Google, se defende com o argumento de que o grande beneficiário é o autor. Em uma coluna publicada em 2005 no "Wall Street Journal", ele relata que, no dia em que Joseph Ratzinger se transformou no papa Bento 16, "milhões de pessoas que procuraram seu nome" descobriram que no Google Books estava disponível seu livro "In the Beginning" [No Princípio]. "Milhares deles folhearam uma ou duas páginas do livro e muitos clicaram para comprá-lo. Quantos autores de livros com edições esgotadas serão beneficiados?" O projeto inclui até o momento cerca de 10 milhões de obras, afirma Collado.

Mas algumas pessoas duvidam da boa-fé do projeto. O governo alemão acredita que o acordo feito nos EUA não é suficiente para seus escritores e editores. "Na Europa só foram digitalizados livros que estão em domínio público de acordo com a legislação", explica Collado, acrescentando que a intenção da empresa é "fomentar o debate" para chegar a uma solução.

É verdade que o debate remonta aos primeiros tempos da Internet. O site www.mp3.com transformou dezenas de milhares de músicas em formato digital sem pedir permissão a ninguém. Sua meta inicial era que só os que pudessem provar que tinham comprado o disco poderiam baixá-las. A revolução causada na indústria musical poderá servir de precedente para as editoras e os escritores.

O escritor Mauricio Montiel explica que a ferramenta lhe causa "emoções contraditórias". "Apoia a divulgação, pois nem todos os escritores somos Dan Brown. Torna mais acessível nosso trabalho para os leitores; mas há necessidade de um acordo para que os escritores obtenham um benefício por seu trabalho", comenta.

Os ganhos são exatamente o miolo do assunto. Não está claro nem como serão distribuídos, nem entre quem. O fato é que o Google, em seu afã para administrar o conhecimento do mundo, se transformou no centro de pelejas semelhantes diante dos meios de comunicação, como no uso que o Google Notícias fazia da informação, que originou diversos processos da Associated Press e France Presse; ou com os conteúdos audiovisuais - o portal YouTube alcançou acordos com redes de televisão americanas para divulgar seus conteúdos - e inclusive com as ruas das cidades. A "street view" do Google Mapas levantou mais de uma sobrancelha ao redor do mundo, pois alguns críticos apontam que invade a privacidade dos cidadãos.

"A internet segundo o Google é democracia para alguns e anarquia para outros. O usuário pode dispor da informação que desejar de forma gratuita e os criadores de conteúdo estão desorientados, como galinhas que acabam de ser decapitadas", descreve o jornalista.

Mas o objetivo do Google, afirma Manjoo, guarda uma boa recompensa para o leitor. "Qualquer pessoa que queira fazer uma pesquisa agradecerá que o conteúdo das bibliotecas esteja disponível. Seu mecanismo de busca permite revisar centenas de páginas em um segundo e a navegação é fácil e simples", comenta. "Quando fiz uma pesquisa utilizei tanto o Google Books como o Google Scholar [uma ferramenta de busca de textos acadêmicos], e teria pago com gosto pela ajuda oferecida", explica.

Mas não há só boas notícias para o usuário. A ONG americana Electronic Frontier Foundation reconhece que a criação da biblioteca virtual do Google "aumentará drasticamente o acesso público aos livros", mas adverte que a empresa não garante a privacidade do leitor. "No mundo analógico, um leitor conta com toda a privacidade para escolher os livros que desejar. No campo digital, porém, o Google dispõe de sistemas que monitoram os livros digitais que um usuário procura, as páginas que ele lê, o tempo que passa lendo e até as linhas que decidiu selecionar", afirma a organização em um comunicado. Collado responde que a principal preocupação do Google é o usuário. "Temos uma política de privacidade muito clara: a informação de cada usuário não pode sair do ambiente do Google", e acrescenta que só será utilizada para "melhorar a experiência de utilização da ferramenta".

Em todo caso, não há um argumento firme que contradiga a meta final do projeto do Google Books. "O Google tem muito dinheiro, funcionários inteligentes e aliados. Mas sua maior força é a convicção de que está do lado da história. A empresa crê firmemente que sua ideologia de abertura é a correta", explica o escritor e professor Tim Wu, da Universidade Columbia. A informação nos tempos da rede busca (e geralmente encontra) um caminho. E o Google é o mais disposto e, ao que parece, o mais capacitado a oferecê-lo.
Verónica Calderón - El País

 
 
 
 
 

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